sábado, 14 de novembro de 2020

OFERTAR É SERVIR


 

OFERTAR É SERVIR 

Texto Bíblico: Gênesis 14.20; Mateus 22.15.22; 23.23; Malaquias 3

“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”. (Gênesis 14.20)

INTRODUÇÃO:

O dízimo é bíblico. Em Gênesis 14.20 temos a primeira referência do dízimo na Bíblia. Este fato se deu cerca de 430 anos antes da Lei ser dada à Moisés no Monte Sinai (Gálatas 3.9-15). Portanto, o dízimo precede à Lei Mosaica.

O dízimo é parte do plano de Deus para a organização de nossa vida financeira. Ele é um ato de gratidão, uma confissão de propriedade e, uma demonstração clara de confiança na Providência Divina.

Dizimar é uma expressão de fé e misericórdia – em Mateus 23.23 Jesus diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas”.

Observe que Jesus diz que eles, os fariseus, deveriam fazer as duas coisas: serem dizimistas e exercerem a misericórdia e a fé; até porque, o dízimo é uma questão de fé; e, a prática de entregar os dízimos, como tudo na vida do cristão, deve ser o resultado de convicção interior acompanhada de alegria, pois, como escreve Paulo: ”....Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7).

1- O DÍZIMO É UMA ORDENANÇA DIVINA:

Uma leitura atenta do evangelho nos mostra que o Novo Testamento é o cumprimento, a extensão, e não, em nenhum momento, a negação do Antigo Testamento, conforme Mateus 5.17-20.

O contraste proposto por Jesus nesta passagem bíblica de Mateus não é: "abolir a Lei" ou "obedecer a Lei", mas sim, revelar que Jesus veio ao mundo para restabelecer o verdadeiro significado da Lei, com a autoridade de ser o seu Autor. Jesus é o único que cumpriu toda a Lei.

Para entendermos esta verdade imaginemos uma lâmpada de 200 watts acesa durante a noite, até que chegue a luz do sol, ela ilumina muito bem uma sala. A luz do sol não anula a luz da lâmpada, mas abrange, vai além, e brilha muito mais. A luz que brilha do alto do Calvário não anula a lei do Monte Sinai, não a destrói, mas ilumina a sua perfeita compreensão e vai além.

No versículo 18 de Mateus 5, Jesus diz que os princípios da lei têm validade permanente. São para ser obedecidos enquanto houver vida na terra. "Não matarás" é um mandamento da Lei. Ora, alguém vai sair por aí matando porque é um preceito da Lei do Antigo Testamento? Claro que não!

É importante destacar que os preceitos da Lei cerimonial eram para os judeus (sacrifícios de animais); já os preceitos morais da Lei são por toda a vida – conforme 1 Timóteo 6.7; 2 Timóteo 3.16,17; Romanos 15.4; Provérbios 3.9,10; 13.11; Eclesiastes 5.15; Ageu 1.4-6. 
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“O caminho bíblico para a bênção é a obediência. A Bíblia não é um “catálogo” que usamos para escolher aquilo que queremos e gostamos, enquanto anulamos aquilo que não gostamos”.
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Ofertas Alçadas é: “colocar mais alto, erguer, levantar, sobressair”, também é um preceito bíblico, conforme Êxodo 25.1-8. Naquela ocasião, cada israelita, de acordo com a sua condição financeira, foi conclamado a ofertar voluntariamente para a construção do tabernáculo do Senhor.

É por isso que uma oferta alçada ao Senhor é uma contribuição voluntária que vai além, extra, ao dízimo.

2- O DÍZIMO É GRAÇA:

Em Mateus 23.23 Jesus ensina que a distância entre o dízimo do Antigo Testamento e a contribuição cristã é a mesma distância entre a Lei e a Graça.

A Lei subjuga, a Graça liberta. A Lei pune, a Graça perdoa. A Lei dá um padrão, a Graça transforma.

Para entendermos a posição de Jesus diante do dízimo, precisamos entender esta relação entre a Lei e a Graça: A Graça excede a Lei (Mateus 14.20); e, a Graça de Jesus Cristo interpreta a Lei.

Acerca da contribuição a Graça nos ensina:

• Pela Lei – os judeus dizimavam 10%;
• Pela Graça – os cristãos dizimam 100%,
ou seja: ➢ 10% = $ ➢ 90% = vida santa ➢

Se dou 10% e esqueço dos 90% e vice-versa, o meu culto não está completo.

O lugar certo para o crente em Jesus, entregar o seu dízimo e ofertas é na Igreja.

A Igreja tem muitos críticos e “competidores sociais”, mas, ela não tem substituto.

É com a Igreja, pela Igreja e por meio da Igreja que o Reino de Deus é implementado neste mundo.

Jesus não deixou nenhuma outra agência credenciada para implantar o seu Reino no mundo a não ser a Sua Igreja.

O chamado de Deus é para trazer todos os dízimos ao único local credenciado para recebê-los: Sua Igreja.

3- DIZIMAR É RECEBER BÊNÇÃOS:

O caminho bíblico para a bênção é a obediência. A Bíblia não é um “catálogo” que usamos para escolher aquilo que queremos e gostamos, enquanto anulamos aquilo que não gostamos. Colhem os aquilo que plantamos.

O apóstolo Paulo em 2 Coríntios 9.6-15, resume que a proporção coextensiva entre o semear e o colher encontra sua expressão no reino espiritual; “Aquele que semeia sobre o princípio das bênçãos, sobre o princípio das bênçãos colherá”.

Este princípio pode ser encontrado em outras passagens bíblicas:

➢ “A bênção do Senhor é que enriquece e ele não acrescenta dores” (Prov.10.22).

➢ “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão” (Sal. 84.11).

➢ “A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada” (Sal. 112.2). Todas estas promessas, e muitas mais, pertencem a todo aquele que crê.

Quando andamos nos caminhos do Senhor, quando vivemos segundo os princípios de Deus e preenchemos as condições traçadas ao longo da Palavra de Deus, Deus promete derramar bênçãos num grau que não conseguimos contê-las. Antes de nos apossarmos das bênçãos de Deus, precisamos ser obedientes à Sua Palavra.

O Dízimo é uma questão de obediência e de fé. Infelizmente, muitos crentes nunca vivenciaram a alegria e realização que vêm como resultado de se dar dízimos e ofertas para a obra do Senhor. Nunca conheceram a satisfação de honrar a Deus através daquilo que dão.

Como resultado, também nunca conheceram as bênçãos que podem vir sobre todas as áreas de suas vidas como resultado desta obediência.

Prosperidade Bíblica é muito mais do que dinheiro. A verdadeira prosperidade, baseada na Bíblia, não está centralizada em dinheiro. Em seu mais completo sentido ela significa, na realidade, “nenhuma necessidade”, como promete a Bíblia.

Nenhuma necessidade significa ter todas as suas necessidades supridas, em todas as áreas de sua vida. E ao longo da Bíblia, descobrimos que homens e mulheres de Deus, que viveram em dependência a Deus, não tiveram nenhuma necessidade.

“Nenhuma necessidade” é muito diferente de “nenhum problema”.

Heróis da fé, ao longo dos tempos, viveram sofrimentos tremendos, como salientou fortemente o autor do livro aos Hebreus 11.35-38. Sim, mesmo no meio de um terrível sofrimento como este, a provisão da graça vinda do Senhor significava que aqueles heróis não teriam necessidade.

Qualquer pessoa pode se sentir próspera num clube de campo, mas, o milagre vem quando você conhece a prosperidade dele no meio da perseguição e da privação.

Abraão, Davi e Salomão eram homens de riqueza, posição social e influência. Contudo, outros claramente não eram ricos. Elias, Eliseu e João Batista podem não ter sido ricos, todavia eles experimentaram a abundância e não lhes faltava nada porque as suas necessidades eram supridas sobrenaturalmente.

Antes que as bênçãos do Pai comecem a ser derramadas sobre sua vida você deve colocar-se no lugar onde possa recebê-las. E este lugar é o lugar de entrega.

4- DIZIMAR É SERVIR COM O MELHOR – MALAQUIAS 3:

Israel estava roubando o Senhor, não tanto ao reter os dízimos e as ofertas, mas oferecendo ao Senhor aquilo que era corrompido e inaceitável. O povo achava que retendo o melhor, estavam enriquecendo a si próprios, mas tudo o que conseguiram fazer foi trazer uma maldição sobre si mesmos.

O Pai não entregou o seu Filho para morrer na cruz para o seu povo terminar vivendo debaixo de maldição. Não, a intenção dele era de que vivessem na bênção. Mas aqueles filhos rebeldes não conseguiam entender que o caminho para a abundância era através do ato de dar para Deus as primícias e o melhor. Sendo assim, ele fez aos seus filhos teimosos uma proposta extraordinária:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3.10).

Nesta passagem Deus manda que o provemos. É o mesmo que dizer: “Eu garanto estes resultados (ou devolvo seu dinheiro!)”.

Esta declaração corajosa, feita pelo Senhor era para chamar a atenção da teimosa Israel. O Deus Todo Poderoso prometeu bênçãos extraordinárias para aqueles que obedecessem aos três elementos encontrados na frase:

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.

a) Deus ordenou que os israelitas levassem os dízimos à casa do tesouro fisicamente, “trazei”.

O motivo dEle pedir isto, era para tornar o ato de dar mais significativo. Por exemplo, se compro um presente para minha mãe, eu mesmo vou querer entregá-lo para ela, não vou querer enviá-lo pelo correio. Quando trazemos nossos dízimos para o Senhor, demonstramos a Ele que o amamos;

b) Deus estava requerendo não apenas que eles levassem todo o dízimo, mas também, que dessem as primícias, o melhor (Prov. 3:9,10);

c) Deus exige que o povo contribua conforme o Senhor ordenara, isto é, que pagassem os dízimos que deviam a ele;

APLICAÇÃO:

1. Por que você acha que Deus quer que os seus adoradores entreguem os seus dízimos à igreja?

2. Digamos que para o Reino de Deus expandir o seu domínio ele dependesse exclusivamente das suas orações, testemunho e contribuições financeiras.

Levando em consideração a sua atual condição o Reino de Deus iria avançar ou regredir?

MEMORIZE AS ESCRITURAS:

“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria”. (2 Coríntios 9.7).

Com carinho e orações,
Pr. Mauro Macêdo
IPB de Águas Formosas

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

ARRUMANDO TEMPO PARA SERVIR

 


ARRUMANDO TEMPO PARA SERVIR 8

Texto Bíblico: Lucas 9.10-17 

INTRODUÇÃO:

Vivemos em um centro urbano que nos empurra para um senso de urgência que nos impede de parar. 

Temos tudo tão programado para dar tempo fazer tudo, que acabamos por não ter tempo para nada ou ninguém, ou simplesmente não queremos correr o risco de perder tempo mudando nossa agenda em prol de alguém.

Só que não há nenhuma possibilidade de convivência se não houver disponibilidade para parar em função do outro.

Para conhecer, para entender, para servir. Jesus mudou a sua agenda em favor da multidão. Veremos nesse texto de Lucas 9.10-17, atitudes de Jesus antes do grande milagre da multiplicação.

1- COMPAIXÃO: “Ao voltarem, os apóstolos relataram a Jesus o que tinham feito. Então ele os tomou consigo, e retiraram-se para uma cidade chamada Betsaida; mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura”. (vv. 10,11).

Precisamos aprender a mudar a agenda em prol do outro. Talvez o sofrimento do outro não nos afete ou não seja algo que pelo qual sofreríamos, mas se existe alguém sofrendo, existe no cristão o sentimento de compaixão por ter consciência do mundo de dor que habitamos e qual o seu dever como agente do Reino de Deus. Se haverá família, se haverá gente, se haverá comunidade, se haverá comunhão, haverá alguém disposto a mudar sua agenda em favor do necessitado, em favor do que chora, em favor do que clama, em favor do irmão que se cala enquanto pranteia, em favor do que pede seu tempo.

Grande parte dos nossos desentendimentos é porque a compaixão desapareceu do cenário. Parece que o sofrimento do outro, já não nos afeta. Terceirizamos a responsabilidade do cuidado, fugimos da responsabilidade de abençoar a vida de quem sofre em nossa comunidade. Mas se quisermos construir família e amizades, precisamos de compaixão.

2- ESPERANÇA: “Mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura”. (v.11)

Falar sobre o Reino de Deus para um judeu, era falar sobre o nascimento de uma era de justiça. Às vezes estamos lutando no nosso dia a dia para fazer tudo certo e com dignidade, ai esbarramos em algo que é bem resumido na frase de Rui Barbosa que diz: “De tanto ver prosperar a injustiça o cidadão de bem pode chegar a ter vergonha de ser honesto”.

Então começamos a nos questionar: “A quem estou tentando enganar? Todos os meus propósitos parecem vazios, parece que há uma ferrugem corroendo a sociedade e por mais que eu procure ser justo, me torno cada dia mais um alvo da injustiça”.

Nesse momento entendemos que existem dias em que nós é que precisamos de auxilio, de alguém que mude a agenda por nossa causa.

Neste momento precisamos do senso de esperança, esperança do verbo Esperançar, que nos movimenta. Para sabermos esperar, como esperar e prosperar.

Jesus falou sobre o triunfo da justiça, falou sobre a capacidade de prosseguir apesar da resposta ruim que a sociedade nos dá em troca da nossa busca por justiça. Precisamos dessa esperança, inclusive para continuar investindo no filho, no marido, na esposa, no casamento que parece ruir, e – até mesmo – na Igreja que nos frustramos em ser. Precisamos de esperança para investir em nós mesmos. Nesse texto, Jesus nos ensina a buscar a justiça que deve reinar.

3- SOLIDARIEDADE: “Mas as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e falava-lhes acerca do Reino de Deus, e curava os que precisavam de cura [...] dêem-lhes vocês algo para comer [...] todos comeram e ficaram satisfeitos...”

A primeira resposta do Deus Jesus para a vida das pessoas foi curar todos os enfermos. Você já pensou nisso?

Que você levanta pela manhã com a grande probabilidade de ser resposta ao clamor de alguém? Resposta a oração de alguém? A dor de alguém? Ao desespero de alguém?

Posteriormente, a resposta de Jesus foi dirigida aos discípulos, após os mesmos fazerem uma espécie de discurso politico ao solicitá-lo que liberasse a multidão.

Jesus pergunta aos discípulos o que eles possuíam (nas passagens paralelas dos sinóticos, Jesus manda-os irem até a multidão para saber o que possuíam para comer). Ou seja, uma espécie de: “se envolvam, com a multidão, descubram o que possuem”.

Jesus divide o povo em grupos de cinquenta. Você no meio de cinco mil pessoas não é ninguém, você entre cinquenta possui voz. E aqui aprendemos que não há como saber a real necessidade de alguém sem se envolver com ela, sem estar mais próximo à ela. Nós cristãos acreditamos em cooperação e não em competição, acreditamos em comunhão, e não em multidão, nós acreditamos em comunidade. Acreditamos em um lugar onde as pessoas se conhecem pelo nome.

CONCLUSÃO: É na solidariedade e na cooperação que todos comem. A fé é acreditar no caráter do criador, e o criador demonstra estar pronto a multiplicar tudo aquilo que estivermos prontos a compartilhar.

Na possibilidade de desacelerar, desacelere. Em alta velocidade enxergamos tudo ao nosso redor como vulto, pessoas são mais que vultos na existência.

Que aprendamos a mudar a nossa agenda em prol do outro, a ter compaixão, a estimular a esperança tanto em nós como no próximo.

Que sejamos solidários e tenhamos a convicção que podemos ser resposta para vida de alguém. E isso, por si só, já será um milagre precedendo outro. É Deus nos escrevendo como resposta à oração do necessitado. 

APLICAÇÃO:

1. Como  uma  pessoa  que  tem  uma  agenda  lotada  de  compromissos  pode  arrumar  tempo  para  servir  a Deus?

2. Aos  olhos  de  Deus,  a  nossa  correria  do  dia  a  dia  é  uma  justificativa  aceitável  para  não  termos  tempo para  Ele  e  para  o  nosso  p róximo?

3. Qual  foi  a  última  vez  que  você  se  desconectou  de  tudo  (celular,  trabalho,  amigos,  contas...)  para  ficar com  a  sua  família  e  ter  um  tempo  de  qualidade?

MEMORIZE  AS  ESCRITURAS:

“Não  deixemos  de  reunirnos  como  igreja,  segundo  o  costume  de  alguns,  mas  encorajemo ainda  mais  quando  vocês  vêem  que  se aproxima  o  Dia”.nos  uns  aos  outros, (Hebreus  10.25) 21

Com carinho e orações,
Pr. Mauro Macêdo
IPB de Águas Formosas